quarta-feira, 16 de maio de 2012

A evolução dos Super Sentais - Parte 2

Segunda fase: 1981 - 1983 _ Sun Vulcan, Goggle V, Dynaman
Nesta segunda parte da matéria, vou falar sobre o que eu considero a segunda fase na evolução dos Super Sentais. Este é o período mais indicado para aqueles que curtem uma série com bastante humor, mas não abrem mão daquelas doses carregadas de emoção. Nos recursos técnicos, foi uma época em que se abusou de câmeras aceleradas ou reversas nas edições de imagem, buscando inovar nos efeitos especiais.
Os três sentais deste período também têm uma ligação forte em vários outros aspectos: montagem, atmosfera, tipo de imagem. Acredito que quem gostar de um deles automaticamente gostará também dos outros dois, e o mesmo vale para quem reprovar algum deste time. Pessoalmente falando, é o meu período favorito, com três sentais que eu considero sensacionais, e um deles é a série com a qual eu mais tenho afinidade ( Goggle V).
O humor aqui é mesmo marcante, mas eu destacaria estes mais pela carga emocional, que não é menor e nem pouca. Tanto Sun Vulcan quanto Goggle V ou Dynaman fazem a gente dar aquela lavadinha básica nos olhos já no primeiro episódio, onde o comandante do esquadrão sempre apontava para cada um dos escolhidos, um por vez, e citava seus nomes de batismo e de guerra, e em resposta tinha a primeira transformação do comandado. Era um gesto meio previsível e uma sequência até repetitiva, mas que tinha uma profundidade bastante comovente. Já nos tempos atuais, com a vida cada vez mais corrida, já é meio comum episódios iniciais com ação pura antes dos cinco minutos, casos dos recentes Gokaiger e Gobusters.
A principal evolução nesse período seria se livrar dos clichês da década de 70 (espionagens, investigações, agentes secretos, etc.) e já em 1981, Sun Vulcan se mostrava apto a isso. Seus membros tinham suas habilidades comparadas às dos animais. Já os Goggle V e Dynaman carregavam poderes excepcionais nunca antes vistos, como lutar em forma de sombra ou usar a própria energia do corpo para provocar explosões.

1+2= Sun Vulcan
Sun Vulcan é muito lembrado por ter sido o primeiro sentai de três membros. Essse tipo de formação só foi vista mais uma vez na década de 80 (em Liveman, por 29 episódios), e nenhuma na de 90. Porém, nos últimos dez anos essa fórmula vem sendo bastante usada, mas sempre com ao menos dois outros integrantes entrando na guerra ao longo da história, coisa que não aconteceu em 1981. Mas com um nome daqueles, nem poderia.
A intenção por trás da palavra sun (sol, em inglês) não era só se referir ao Esquadrão Solar (Taiyou Sentai), porque sua pronúncia (san) tem o mesmo som do número três dito em japonês! Essa equipe foi também a única a não ter nenhuma garota lutando, mas se tivesse essa com certeza seria Misa Arashiyama, a filha do comandante, muito participativa ao longo da série.
No episódio 5 vemos ressuscitar a rainha Herdorian, derrotada anteriormente pelos Denjiman. Por causa desse fato, Sun Vulcan é considerado por alguns uma sequência direta do sentai de 1980, o que eu não concordo. Não só pelas diferenças de recursos e de narrativa, mas também pelo nome "Denjiman" quase nunca ser citado nesta. Outra que, se assim fosse, o recente Gokaiger, que revisitou todos os Super Sentais anteriores, também seria a continuação de uma história iniciada em 1975.
Destaco também a trilha sonora, em sua maioria feita por ninguém menos que Akira Kushida, gênio da música de tokusatsu e que fez um LP muito legal para este sentai.

Os Gigantes Guerreiros
Goggle V foi uma série que eu conheci por volta de 1996. Eu tinha uns dez anos, mais ou menos. Lembro que foi numa época em que era exibida de noite, na então modesta e humilde Rede Record, uma emissora que infelizmente não é mais nem sombra daquela boa que era. Eu percebia que aquilo tinha um aspecto diferente dos Changeman e dos Flashman que me agradava muito mais. Isso somado ao horário inusitado me deixava hipnotizado, e muito feliz na frente da TV. Sucesso no Japão, é o sentai mais antigo exibido no Brasil. Na história, os cinco guerreiros selecionados representam civilizações extintas da humanidade. Cada um carrega uma pedra preciosa no capacete, de onde extraem seus poderes e energizam suas armas. Com instrumentos baseados na ginástica olímpica, lutam para que a atual civilização não seja extinta como foram as anteriores. O inimigo é o Império DeathDark, uma entidade de cientistas malignos liderados pelo Chefe Taboo, que usam o avanço da ciência para fabricar monstros Mozus e tentar dominar o mundo.
O que mais vale a pena reparar em Goggle V é nas coreografias. As apresentações individuais dos guerreiros antes de cada batalha possuem uma linda expressão corporal, cada uma delas diferente, algo emocionante e comovente. O robô gigante dos Goggle V é resultado do primeiro gattai com três veículos, superando o com dois veículos visto em Sun Vulcan.
A meu ver, Goggle V foi uma série sentai perfeita. Da sua passagem pelo Brasil, o único ponto negativo foi o trabalho de dublagem, que foi muito mal feito, sacrificando principalmente a trilha sonora, por isso eu recomendo o áudio original. A trilha principal, por sua vez, ficou a cargo do grande Mojo, uma vez que Akira Kushida foi cantar em Gyaban, no mesmo ano, e começaria a virar a grande lenda que é hoje para outro gênero tokusatsu, o Metal Hero.
Depois do sucesso de Goggle V e com a chegada de Dynaman, o termo "Super Sentai" passou a ser visto já como uma marca respeitada, começando a atrair a atenção de empresários do ramo de TV fora do Japão, que começaram a estudar possíveis sociedades no futuro. E os japoneses continuavam trabalhando duro. Em 1983, segundo pesquisei, houve grandes expectativas para a chegada de Dynaman, anunciado como um sentai explosivo, algo que daria continuidade à linha dos super poderes, característica que mais marcou a transição primeira/ segunda fase. Além disso, as roupas seriam confeccionadas com novo tecido, que destacaria mais as cores e se ajustaria melhor no corpo do que antes.
Dynaman seria lembrado mais pelo seu ataque final, o Super Dynamite, quando os cinco guerreiros se uniam pelos braços e decolam num voo giratório, gerando uma super energia explosiva que até mesmo ultrapassava o corpo dos monstros.
Quando eu assisti o primeiro episódio de Dynaman, minha sensação mais forte foi como se este sentai fosse não uma continuação, mas uma espécie de extensão de tudo o que eu conhecia de Goggle V, o que me deixou bastante entusiasmado. O enredo das histórias e a atmosfera aqui são praticamente os mesmos vistos na equipe de um ano antes, inclusive com mais um caso de repetição de ator. Meio curioso que Junichi Haruta, que fez o Black em dois baita sentais (Goggle Black em Goggle V e Dyna Black em Dynaman) faria mais tarde, em 1985, um dos vilões mais odiados da história do tokusatsu, o McGaren de Jaspion.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Patrine

Hoje eu tive a oportunidade de assistir o primeiro episódio de Patrine. Em poucas palavras, achei fantástico! Por isso, eu gostaria de dar uma pausa em tudo que eu tenho planejado aqui para o Henshin World, para falar um pouco das minhas impressões iniciais sobre essa heroína incrível.
A sensação que eu tive enquanto avançavam os minutos do episódio foi exatamente a mesma sensação que eu tinha quando era garoto, toda vez que encontrava um tokusatsu diferente na televisão, que fosse novidade para mim. Com aquela vontade que o tempo passasse beeeeemm devegarinho, super interessado em cada movimento e na história.
Só lamento não ter conhecido Patrine no tempo da Manchete. Apesar de eu ter nascido em 1985 e, por isso, pertencer a "Geração Jaspion", nunca teve um período da vida em que eu me afastasse do tokusatsu. Mas a mudança de hábitos do dia a dia conforme a gente vai crescendo (escola, relacionamentos, etc.) fez com que eu perdesse a chance de conhecer algumas séries que passaram rápido pelo Brasil, caso desta.
Bom, como foi a minha primeira vez ao lado da Patrine (no bom sentido, rs!) eu não vou poder falar aqui muita coisa detalhada sobre a série em si, como faço de costume. Por isso eu preparei apenas algumas impressões. Para quem ainda não conhece, vale demais conhecer.

Impressões sobre Patrine
Chama muito a atenção a estética visual. Tanto as roupas quanto os acessórios da heroína transformada são bastante simples. Se uma pessoa que ainda não conhece topar por acaso com alguma foto em preto e branco da série provavelmente pensará se tratar de uma produção da década de 60, talvez. Longe disso, Patrine foi produzida em 1990. Basta um olhar um pouco mais atento no figurino e veremos que ele, apesar de simples, é muito bem feito e detalhado.

A estética simples da Patrine me pareceu também proposital. A atriz Yuko Hanajima é muito bonita, e acho que alguns itens da roupa da Patrine como as luvas, a capa longa ou a máscara de meio rosto procuram realçar essa beleza, além de combinar bem com a leveza e graciosidade de uma heroína que usa mais a inteligência do que a força para lutar. Lembrando que Patrine faz parte do gênero da Henshin Heroine, e não devemos esperar aqui que a protagonista fique agindo como as integrantes femininas dos Super Sentais, por exemplo. Pelo menos até 1990, esse gênero me pareceu muito mais próximo dos animes do tipo Sailor Moon, o que faz dele muito interessante.
Outra coisa que me fez pensar ser proposital essa atmosfera de nostalgia na série foram as belas ilustrações animadas que aparecem no meio dos episódios (na entrada do que seriam os comerciais da Tv japonesa) e numa parte da abertura. O traço dessas ilustrações é do mesmo tipo que se costumava usar nos desenhos ilustrativos da década de 40, por aí. Para quem assistir, vale reparar nessas ilustrações.

E para assistir?
Aí é que vem a má notícia. Parece que são raros os sites especializados em tokusatsu que têm essa série, e ainda não conheço nenhum que a tenha completa. Eu torço para um dia ter acesso a mais downloads, e como eu gostei muito do episódio 01, gostaria até de poder colocar a série em minha página de vídeos, já que o que é legal deve ser compartilhado para ficar melhor. Por isso, se um dia eu conseguri esse feito, trarei mais novidades para vocês, com certeza.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A evolução dos Super Sentais - Parte 1

Primeira fase: 1975 - 1980 _ Goranger, JAKQ, Battle Fever J, Denjiman

O Super Sentai é um dos gêneros mais antigos do tokusatsu ainda em produção. A evolução ao longo dos anos é algo que merece ser comentado, pois é muito gratificante conhecermos cada um dos 36 esquadrões japoneses, de 1975 até 2012. Vou tentar contar um pouco dessa história para vocês.
No meu ponto de vista, a evolução dos sentais teve até hoje oito fases bem distintas. A principal diferença entre essas fases está nos recursos técnicos. Mas não dá nunca para dizer qual época é a melhor. Se a tecnologia de hoje garante efeitos especiais nunca vistos antes, os sentais do passado tinham histórias mais sérias e envolventes. Vai do gosto de cada um, e espero que este meu especial sirva como guia para os fãs na hora de escolher qual assistir.
O primeiro Sentai da história foi Goranger, e durou dois anos porque teve 84 capítulos semanais. Na história, o grupo era formado pelos cinco sobreviventes de cada uma das cinco bases de um exército de proteção da Terra, atacadas pela organização maligna Black Cross. Como era comum na década de 70, Goranger foi mais um grupo de agentes secretos do que uma equipe com super poderes. Mesmo suas armas eram bastante inusitadas: havia, entre elas, os brincos explosivos da Momoranger ou o Midomerang, um bumerangue que era uma cópia extraída do visor do capacete do Midoranger. Para destruir os monstros, havia uma bola que passava por cada integrante antes de explodir no bicho. Apesar de estranha, essa arma fez sucesso entre as crianças, e seria repetida seis anos mais tarde em Sun Vulcan.

Goranger foi importante para estabelecer duas características ainda vistas nos sentais atuais: a distinção dos integrantes por cores e a liderança do guerreiro vermelho sobre os demais. Mas essas coisas ainda demorariam um pouquinho para pegar, já que os dois sentais seguintes não recorreram a isso. JAQK era baseado em cartas de baralho (daí as iniciais que formam o nome), completado pelo Big One, o líder branco, com sua máscara multicolorida. Sua arma de execução era um minicanhão que com certeza foi percursor da bazuca dos Changeman e tantos outros.
E o meu Sentai favorito dessa fase inicial, que eu recomendo demais, é Battle fever J, de 1979. Fãs de primeira viagem talvez estranhem sua estética, algo único onde haviam capacetes com orelhas (Battle Kenya) e até cabelo (Miss America). Isso porque o visual desses heróis foi inspirado em alguns da Marvel, que na época trabalhava junto com a Toei. O líder do grupo, Battle Japan, seria Capitão Japan, uma adaptação do Capitão America. Mais além dessa curiosidade, Battle Fever foi o primeiro sentai a possuir um robô gigante, O Dai Robotto, que estreou no episódio 5 depois de muita tensão, já que nos episódios 3 e 4 a organização Egos (inimiga da equipe) tentou a todo custo se apoderar dos projetos da máquina. Como era regra na década de 70, muita espionagem e investigações temperavam este seriado.

O mote principal de Battle Fever era a dança. Cada integrante representava um país: Battle Japan, France, Kenya, Cossack (simbolizando a URSS) e Miss America (EUA). Na hora do combate, os golpes eram baseados nos passos da dança dos respectivos países, por isso era tão comum ver a Miss America dando pé na cara dos Cutman (os soldados rasos de Egos) e o Cossack girando com as mãos no chão enquanto passava rasteira. Mais ainda, cada guerreiro tinha na personalidade os hábitos das nações que representava: France se interessava por moda e luxo, Kenya adorava bichos, e levava para a base até porcos e filhotes de elefante, Japan era cerebral e paciente, etc. Diversão Garantida.
Fechando essa fase inicial veio Denjiman, prduzido em 1980, mas ainda impregnado dos clichês dos anos 70. Com essa série ficou decidido que Goranger (o maior sucesso até então) seria referência para qualquer sentai dali em diante. Voltou o guerreiro vermelho como líder e foi estabelecida a padronização dos uniformes, com capacetes de visor inteiro.
Ao contrário do robô gigante do Battle Fever, o do Denjiman não vinha já montado, mas também ainda não era resultado de um gattai (fusão de dois ou mais veículos), e sim uma variação da nave da equipe. O ator Kenji Ohba, ex-Battle Kenya, retornou aqui desta vez como o Denji Blue, Daigoro Oume, o comediante do esquadrão. Não sei de nenhum fansub nosso que tenha trabalhado ainda em Denjiman, e o que eu já vi dessa série foi com legendas em inglês, mas é outro sentai de sucesso que marcaria época no Japão.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Kamen Rider ZX

Assim como tinha sido com o ZO, o Kamen Rider ZX é outro que estava ainda sem artigo na Wikipedia. Por isso, é obrigação que parte desta matéria vá para a enciclopédia, até mesmo porque agora eu estou falando de um de meus Riders preferidos em todos os tempos.
É mesmo difícil concorrer com o Black, que parecia completo em tudo: tinha um apelo emocional forte, um protagonista carismático (Issamu Minami), sua história seguia à risca os ideais principais do criador Shotaro Ishinomori, etc. Mas eu vejo o ZX como um forte candidato a ter sido ainda melhor, mas claro, isso se ele tivesse sido uma série. Mas aqui estamos falando de um filme nos mesmos moldes do J e do ZO, com cerce de 45 minutos, e que não teve continuação. Para mim foi o Rider "sem série" que mais merecia uma, principalmente pela atuação milagrosa do ator protagonista, Shun Sugata. É nos detalhes pequenos que podemos ver o quanto Sugata incorporou o personagem Ryo Murasame/Zx. Suas expressões faciais são absurdamente involuntárias, e ainda mais, sua expressão corporal, como se pode ver nos dois momentos de seu henshin que há no filme, é tão poderosa que faria de qualquer bailarino clássico profissional uma mera peça de museu.















A performance incrível de Shun Sugata como ZX apenas reforçou seu currículo como um dos maiores atores japoneses da história. Ainda iria trabalhar em filmes como Kill Bill e O Último Samurai.

Produzido em 1984 pela Toei Company, o filme do ZX é uma síntese impecável de tudo o que a marca Kamen Rider tinha produzido até então. Eu o assisti por várias vezes sem cansar, e recomendo demais para todos os fãs de Kamen Rider, apesar de hoje em dia ser difícil encontrá-lo na internet. Para mim também teve um outro atrativo muito emocionante, que foi a oportunidade de ver integralmente, de uma forma resumida, o trabalho bonito que o Ishinomori fez antes de eu nascer.
O nome oficial do filme é "Nasce o 10º! Todos os Kamen Rider juntos!!". O décimo, no caso, é o ZX, que se une aos nove anteriores_ Kamen Rider 1 e 2, Kamen Rider V3, Riderman, Kamen Rider X, Kamen Rider Amazon, Kamen Rider Stronger, Kamen Rider Skyrider e Kamen Rider Super 1_ para viverem uma única aventura.
A história começa na floresta amazônica, onde correm rumores de terem sido vistos Ovnis na região. Shizuka Murasame é repórter e quer investigar o caso. Vai para lá junto de seu irmão Ryo, que é piloto de avião. Enquanto sobrevoavam a região, os irmãos são abatidos por um raio de uma estranha nave, e em seguida capturados com vida pelos membros de uma organização conhecida como Império Badan. O grupo decide matar Shizuka e modificar o corpo de Ryo para transformá-lo no novo guerrreiro-ciborgue de Badan. Ryo se esquece de suas origens após ser submetido a uma lavagem cerebral e se torna o guerreiro ZX de Badan. Dentro da organização faz amizade com outro humano-ciborgue, Eisuke Mikage, o monstro Tiger Roid. Ambos são considerados os principais trunfos de Badan em suas ambições de dominação mundial e na futura guerra contra os nove Kamen Riders.











Uma das imagens da abertura: uma das melhores e mais empolgantes dos Riders da Era Showa.

Um dia, enquanto trabalhava como motorista para Badan, Murasame sofre um grave acidente e recupera a memória. O império decide matá-lo, mas ele consegue escapar. Quando descobre que, além de ter sua irmã assassinada, teve seu corpo modificado, Murasame passa a querer se vingar sozinho de Badan e de seu líder, o comandante Kuraiyami Taishi.
Badan também capturou um grupo de cientistas encabeçados pelo professor Itou, para que criassem um sistema de teletransporte dimensional. A cada vez que era utilizado, esse equipamento gerava uma perigosa energia capaz de desintegrar prédios, veículos e até pessoas. Assustados com a terrível ameaça, o professor e seus assistentes tentam fugir, mas também são mortos por Badan.
A essa altura, a organização já dispunha de todos os meios para continuar sozinha com seus planos. Faltava apenas se equipar com o Badanium 84, uma substância química utilizada na fabricação da energia que movia seu sistema dimensional. Nesse momento, os nove Kamen Riders se espalham por diversos pontos estratégicos e conseguem interceptar vários caminhões com soldados de Badan que transportavam carregamentos da substância. Na sequência, surge pela primeira vez Kamen Rider ZX, que ainda não conhece os anteriores e por isso enfrenta Riderman e Kamen Rider Super 1 pensando que se tratavam de outro guerreiros de Badan.








Os dez reunidos: trabalho irrepreensível antes que eu nascesse.

Feitas as devidas apresentações e com os dez Riders unidos, o foco restante do filme passa a ser o confronto final com os membros de Badan. Nessa etepa, cada Kamen Rider se mostra fundamental à sua maneira, sendo que cada um possui poderes diferentes que ajudaram em determinados momentos de luta. Mas caberá a ZX, como protagonista da história, ser o principal nome para tentar desmantelar de vez o Império Badan.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Kamen Rider ZO

Confesso que foi difícil escolher, no meio de tanta coisa, o que seria o assunto neste meu retorno. Optei inicialmente por um Rider, pela vontade de continuar com esse sonho de falar um pouco sobre todos eles (apesar de agora parecer um sonho distante). E em segundo lugar pelo Kamen Rider ZO porque, para a minha surpresa, ele AINDA não tinha uma versão em português na Wikipedia. Como eu assisti todo o filme e consegui fazer esta resenha, posso colocar parte do que eu publico aqui lá na enciclopédia eletrônica, como eu já tinha feito com o Black e o RX, alcançando também os fãs de tokusatsu que não conhecem meu blog.


O Kamen Rider ZO não foi uma série, e sim um filme, de cerca de 45 minutos e com uma única história, assim como tinha sido com o J, o último Rider que vimos por aqui. Produzido pela Toei um ano antes, em 1993, marcou o início da parceria da empresa com a Bandai, fabricante japonesa de brinquedos e jogos eletrônicos. Foi aparentemente um dos primeiros tokusatsu a utilizar recursos de computação gráfica na animação de algumas cenas, ainda que timidamente.


A história

Nos confins de uma floresta selvagem, Masaru Aso desperta ao som da música de um relógio de bolso, repetindo para si mesmo o que seria uma mensagem telepática, com um estranho apelo para que potegesse "Hiroshi".

Masaru corre desesperado para a casa do professor Mochizuki, com quem já havia trabalhado junto, ajudando-o em alguns experimentos científicos, mas só encontra o senhor Sekichi, pai do professor e também inventor atrapalhado, responsável pelos (raros) trechos cômicos do filme. De um outro lado, o garoto Hiroshi Mochizuki, filho do professor, está voltando para casa na companhia de seus colegas de escola. Mal se separa deles quando se vê perseguido por um estranho artefato voador, de formato circular, parecendo ser de latão. Assim que Hiroshi corre assustado, o artefato se abre e se contorce até tomar uma outra forma. Tal objeto é agora o monstro Doras, que causa muita destruição na cidade até capturar seu alvo preferencial: o próprio menino.












Visão do Monstro Doras, uma das formas do Neo-Organismo.


Com Hiroshi nas mãos, o monstro só é parado com a primeira aparição do Kamen Rider ZO, com quem trava batalha. ZO aparentemente derrota Doras com a ajuda de sua moto, enquanto o menino foge. Mais tarde o herói, já como Masaru Aso novamente, usa sua capacidade sobrehumana de audição para escutar, a metros de distância e entre as paredes, o relato do menino ao seu avô.

À sua maneira, Hiroshi conta ter sido atacado por um monstro e visto mais outro, com aparência de gafanhoto, aparecer logo depois com sua moto. Hiroshi ainda se irrita com o avô, que não acredita nele, e no meio da discussão Masaru se admira ao escutar que o pai do menino (o mesmo cientista com quem trabalhou junto) estava há tempos desaparecido. Masaru aparece na frente de ambos, numa tentativa de falar com Hiroshi, mas o menino, ainda assustado e estranhando Masaru, corre para a irmã. Nesse momento o avô, Sekichi, sente já ter visto o rosto de Masaru em algum lugar, e encontra uma foto do moço num caderno em meio às coisas do filho. Lá estavam anotações de um de seus experimentos científicos, e a confirmação de que Masaru foi cobaia do professor ao ser cibernizado com um simples gafanhoto. O professor buscava com isso criar uma forma de vida perfeita, mais forte, resistente e sem emoções.


Neo-Organismo, uma experiência do mal

Tal procura deu origem também ao vilão da história, conhecido como Neo-Organismo. Quando esse tipo de forma de vida deixou de ser apenas uma experiência e saiu do controle do professor Mochizuki, passou a se transformar no monstro Doras, aprizionou Mochizuki e passou a perseguir e ameaçar seu filho, para com isso forçar o professor a continuar a sua evolução. O professor se negava por temer que o Neo-Organismo, com seu complexo de deus, viesse a exterminar o resto da humanidade, mais frágil, emotiva e imperfeita.

Quando não estava na forma de Doras, o Neo-Organismo assumia um formato até um pouco semelhante ao próprio Hiroshi, sendo cabeça e braços de menino mergulhados numa espécie de piscina, envoltos por um líquido verde e pegajoso_ seu fluído de vida e fonte ne energia. Em alguns momentos até mesmo chamou o professor de pai e Hiroshi de irmão.







O Neo-Organismo em uma de suas formas assustadoras: semelhanças com Hiroshi.


Pela primeira vez na história da franquia Kamen Rider o vilão não era um invasor espacial ou organização secreta do mal. O Neo-Organismo inovou por ser apenas um experimento científico que não deu certo, e será ao longo de todo o filme o único inimigo para ZO.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Filme: Dolls

DOLLS (Japão, 2002). Direção: Takeshi Kitano. Com: Miho Kanno, Hidetoshi Nishijima, Kyoko Fukada.


Ontem eu assisti Dolls, filme que eu queria há tempos assistir, desde que tive contato com a ótima trilha sonora, em meados de 2004. O enredo é fortemente baseado no tradicionalíssimo teatro Bunraku japonês, uma das formas de dramaturgia mais antigas que ainda existem nos dias de hoje.


O diretor Takeshi Kitano obteve raro sucesso em relacionar os bonecos do teatro e suas máscaras com os seus personagens, como se cada um fosse assim eles próprios os bonecos. A história está dividida em três focos. No primeiro, a garota Sawako tenta se matar quando o noivo Matsumoto cede a uma vontade do pai, em casar-se com a filha de um importante empresário. Ao saber que Sawako tinha sido internada num sanatório com lesões na consciência, Matsumoto abandona a cerimônia e passa a cuidar da garota que realmente ama. Com uma corda amarrada na cintura de ambos, percorrem cenários impressionantes, sem um rumo definido.


Essa primeira história será visivelmente a mais trabalhada, até mesmo porque é ligada diretamante com o teatro apresentado nos primeiros minutos do filme. Porém, as outras duas paralelas coexistem sem nenhum traço de estarem sobrecarregando o enredo. Numa, a namorada espera há anos o retorno do namorado para o almoço de sábado, indo toda semana ao parque com a marmita e reservando-lhe o lado num banco de jardim, onde existe uma surpresa que é reservada só para o espectador. Na outra, um fã incondicional de uma pop-star (uma das manias no Japão moderno) está com várias fotos da cantora na sua frente, quando resolve que o rosto dela é a última coisa que deseja ver. Assim sendo, ele trata de se cegar com um estilete.



Trabalho puramente moderno, o filme de Kitano pode ser facilmente comparado com uma composição musical de primeira linha, onde a transformação guia o desenvolvimento. Há tempos não me dava tanta satisfação em assistir a um filme, e para mim ficou a impressão de que o cinema japonês é atualmente um dos mais artisticamente modernos do mundo.


O final de Dolls é exatamente como o final de uma composição moderna. Na música, antes tinhamos uma conclusão muitas vezes brilhante, em fortíssimo, e sempre com um acorde envolvendo as notas básicas usadas na mesma (o que se chama de dominante). Isso pode ser puramente comparado àqueles finais de filmes em que queremos ver (e vemos) o que acontece com os personagens principais do filme, ou seja, aqueles que, tal como as notas básicas da música, foram os mais recorrentes ao longo da película, os personagens "dominantes".

Mas nesse caso, vejam bem, a arte moderna dá o tom da vez. Se escutarmos uma peça de música do gênero, como por exemplo a Sonata 5 de Scriabin ou o "Scarbo" de Ravel, veremos que os seus finais não são uma conclusão derradeira, e sim apenas uma etapa a mais de uma série de transformações sonoras. Vejo isso como uma vantagem enorme, porque a música jamais irá acabar. Ela segue agora em silêncio, mas segue. O mesmo acontece no final de Dolls, sem exceções: o que acontecerá no final será só mais uma etapa na saga dos personagens. E que delícia de final! Tal como em muitas de minhas composições favoritas: súbito e que nos pega de surpresa. O filme não se conclui, porque quer continuar na imaginação de cada um. Ou seja: se a música moderna usa o silêncio como uma de suas ferramentas básicas, o mesmo faz Dolls, que só existe enquanto houver a imaginação daquele que o assiste.

Quem quiser assistir Dolls na íntegra, visite minha página pessoal no You Tube. Lá tem o filme completo, basta acessar o campo "Listas de Reprodução". Não percam!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Meus novos blogs

Vou fazer uma pequena propaganda por aqui, e convidar a todos para visitarem meus dois novos blogs, aqui mesmo no Blogger. Um deles, o World Football BlogSport, será dedicado a uma das minhas paixões, que é acompanhar as seleções de futebol ao redor do mundo, sempre dando meus comentários e pitacos. Pretendo recheá-lo futuramente com muitas curiosidades do mundo da bola. E o segundo chama-se Football Botton Project, onde mostro a todos um dos meus passatempos prediletos, que é a confecção artesanal de escudos para futebol de botão. Aos poucos irei dando exemplos e detalhes de como realizo essas produções.
Divulgado, estão todos super convidados.