quinta-feira, 16 de julho de 2009

Criatividade artística

O que vêm na nossa cabeça quando ouvimos falar de arte? Música, pintura, cinema, escultura, etc. Mas é certo que o Anime, o Mangá e o Toku, temas relacionados ao meu blog, também são manifestações de arte, daí o motivo porque resolvi fazer este texto. Do meu ponto de vista, a arte não é nada sem a criatividade, e por isso é necessário que a pessoa que se dispõe a ela tenha essa capacidade de ser criativa. Só com a criatividade é que uma obra pode ser original, seja essa obra música, filme, desenho, mangá ou toku. A saudade que os fãs sentem hoje de Jaspion e cia. se deve à originalidade que esses seriados impuseram, de alguma forma, na TV brasileira. O mesmo acontece quando falamos de um grande compositor, ou pintor, ou cineasta. O ruim é quando o artista busca a fama através de cópias ou artifícios forjados para impressionar o público. Mas aí já é outra história.


Me chamou muito a atenção uma reportagem que eu assisti semana passada no Jornal da Gazeta, feita pela repórter Sabrina Pires (lindíssima repórter Sabrina Pires, diga-se de passagem). Falava sobre um assunto meio piegas, mas que serve perfeitamente para refletir (e explicar) esse conceito de criatividade artística que eu defendo: uma escritora francesa, Sophie Calle (na foto abaixo), disse ter recebido certo dia um email, em que seu namorado, o também escritor Gregoire Bouillier, relatava o fim do relacionamento. A escritora, que disse não saber como responder na época, resolveu mostrar a carta para 104 mulheres diferentes, dentre as quais figuravam amigas, anônimas, famosas e desconhecidas. Cada uma delas leu a mensagem e deu uma opinião diferente sobre o assunto. Com o material registrado em texto, livro e foto, Sophie arranjou a matéria-prima para escrever um livro (com o título "Cuide de Você", última frase da carta do ex), e construir ainda uma exposição, que pretende levar ao redor do mundo. Na última fase do projeto, o casal esteve na última edição da Flip (Feira de Literatura de Parati), onde deram um seminário para dar explicações e responder perguntas do público.


Apesar da história tão boba, que chega até a ser ridícula, Sophie seguiu ao pé da letra as regras básicas de um artista criativo: criou uma obra baseado-se em si, na sua originalidade, além de ter usado para isso um material disponível
no presente
. De quebra, usou a reação do público para seu desenvolvimento, que é o chamado "público participativo". A originalidade vem da ideia de cada um, que só surge com o aprendizado (e absorção) de obras anteriores, mas nunca a cópia idêntica ao anterior.
Fico feliz por perceber que atuais escritores de mangá usam e abusam da criatividade, já dos produtores de Anime não dá para dizer o mesmo de todos eles. Já no toku, os enredos cada vez mais complexos vem nos mostrando um trabalho muito bom. O contrário de Hollywood, que há décadas só pensa nos lucros de bilheteria. Como se percebe, são os dois lados da moeda, e cada um que escolha o que mais lhe satisfaz, na busca pelo entretenimento
.

2 comentários:

Renata disse...

Nicoooooooo!

Aff, que susto ne? Achei que tinha deixado a gente pra tras! Mas que bom que nao! rsss
Tu pergunta se pode me linkar? Mas é claroooo! Já to troquei o link para seu novo blog, que tá bacana por demais!
Num some de mim, que fico com saudades!
Besitos da Rê

akio disse...

Nico, gostei do texto. Vejo que você está atento às notícias interessantes e pensar e analisar sobre elas. Realmente a Sophie Calle buscou do seu infortúnio pessoal, uma saída triunfal com a sua criatividade. Houve também um escritor brasileiro que se instalou num local(Conjunto Nacional?)para escrever um livro. Ele pedia a colaboração de cada pessoa que se interessasse para modificar o seu texto. Terminou o livro com a inclusão de nomes dos colaboradores que foram muitos.
Pena que não me lembro do nome do escritor. Relaxamento da minha parte.
Abraço
Akio