sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Kamen Rider ZO

Confesso que foi difícil escolher, no meio de tanta coisa, o que seria o assunto neste meu retorno. Optei inicialmente por um Rider, pela vontade de continuar com esse sonho de falar um pouco sobre todos eles (apesar de agora parecer um sonho distante). E em segundo lugar pelo Kamen Rider ZO porque, para a minha surpresa, ele AINDA não tinha uma versão em português na Wikipedia. Como eu assisti todo o filme e consegui fazer esta resenha, posso colocar parte do que eu publico aqui lá na enciclopédia eletrônica, como eu já tinha feito com o Black e o RX, alcançando também os fãs de tokusatsu que não conhecem meu blog.


O Kamen Rider ZO não foi uma série, e sim um filme, de cerca de 45 minutos e com uma única história, assim como tinha sido com o J, o último Rider que vimos por aqui. Produzido pela Toei um ano antes, em 1993, marcou o início da parceria da empresa com a Bandai, fabricante japonesa de brinquedos e jogos eletrônicos. Foi aparentemente um dos primeiros tokusatsu a utilizar recursos de computação gráfica na animação de algumas cenas, ainda que timidamente.


A história

Nos confins de uma floresta selvagem, Masaru Aso desperta ao som da música de um relógio de bolso, repetindo para si mesmo o que seria uma mensagem telepática, com um estranho apelo para que potegesse "Hiroshi".

Masaru corre desesperado para a casa do professor Mochizuki, com quem já havia trabalhado junto, ajudando-o em alguns experimentos científicos, mas só encontra o senhor Sekichi, pai do professor e também inventor atrapalhado, responsável pelos (raros) trechos cômicos do filme. De um outro lado, o garoto Hiroshi Mochizuki, filho do professor, está voltando para casa na companhia de seus colegas de escola. Mal se separa deles quando se vê perseguido por um estranho artefato voador, de formato circular, parecendo ser de latão. Assim que Hiroshi corre assustado, o artefato se abre e se contorce até tomar uma outra forma. Tal objeto é agora o monstro Doras, que causa muita destruição na cidade até capturar seu alvo preferencial: o próprio menino.












Visão do Monstro Doras, uma das formas do Neo-Organismo.


Com Hiroshi nas mãos, o monstro só é parado com a primeira aparição do Kamen Rider ZO, com quem trava batalha. ZO aparentemente derrota Doras com a ajuda de sua moto, enquanto o menino foge. Mais tarde o herói, já como Masaru Aso novamente, usa sua capacidade sobrehumana de audição para escutar, a metros de distância e entre as paredes, o relato do menino ao seu avô.

À sua maneira, Hiroshi conta ter sido atacado por um monstro e visto mais outro, com aparência de gafanhoto, aparecer logo depois com sua moto. Hiroshi ainda se irrita com o avô, que não acredita nele, e no meio da discussão Masaru se admira ao escutar que o pai do menino (o mesmo cientista com quem trabalhou junto) estava há tempos desaparecido. Masaru aparece na frente de ambos, numa tentativa de falar com Hiroshi, mas o menino, ainda assustado e estranhando Masaru, corre para a irmã. Nesse momento o avô, Sekichi, sente já ter visto o rosto de Masaru em algum lugar, e encontra uma foto do moço num caderno em meio às coisas do filho. Lá estavam anotações de um de seus experimentos científicos, e a confirmação de que Masaru foi cobaia do professor ao ser cibernizado com um simples gafanhoto. O professor buscava com isso criar uma forma de vida perfeita, mais forte, resistente e sem emoções.


Neo-Organismo, uma experiência do mal

Tal procura deu origem também ao vilão da história, conhecido como Neo-Organismo. Quando esse tipo de forma de vida deixou de ser apenas uma experiência e saiu do controle do professor Mochizuki, passou a se transformar no monstro Doras, aprizionou Mochizuki e passou a perseguir e ameaçar seu filho, para com isso forçar o professor a continuar a sua evolução. O professor se negava por temer que o Neo-Organismo, com seu complexo de deus, viesse a exterminar o resto da humanidade, mais frágil, emotiva e imperfeita.

Quando não estava na forma de Doras, o Neo-Organismo assumia um formato até um pouco semelhante ao próprio Hiroshi, sendo cabeça e braços de menino mergulhados numa espécie de piscina, envoltos por um líquido verde e pegajoso_ seu fluído de vida e fonte ne energia. Em alguns momentos até mesmo chamou o professor de pai e Hiroshi de irmão.







O Neo-Organismo em uma de suas formas assustadoras: semelhanças com Hiroshi.


Pela primeira vez na história da franquia Kamen Rider o vilão não era um invasor espacial ou organização secreta do mal. O Neo-Organismo inovou por ser apenas um experimento científico que não deu certo, e será ao longo de todo o filme o único inimigo para ZO.

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